O Teatro Mágico aposta em apresentação mais intimista, mas afirma que voltará com a trupe toda no próximo ano

Por: Rafa Barbosa

O Teatro Mágico, grupo criado pelo músico e vocalista Fernando Anitelli no ano de 2003, se consolidou como referência na América Latina por sua estética própria, unindo música às artes performáticas. Neste ano, Anitelli pensou na turnê Voz e Violão, com um show mais intimista, cara a cara com o artista, para que o público possa conhecer O Teatro Mágico em seu estado essencial. Embora a apresentação traga alguns dos integrantes da companhia, os shows com a trupe toda devem voltar a ocorrer no meio do próximo ano.

Fernando Anitelli, em entrevista exclusiva à Nova Norte FM, conta um pouco sobre esse novo projeto: “Essa nova turnê era uma coisa que o público e nós também já esperávamos. No ano passado quando a gente fez o Catarse, um dos prêmios eram os saraus, e o público se encontrou com a gente, fizemos um monte de sarau e ficou esse bichinho do quero mais, esse lugar da proximidade, de poder participar, poetizar, cantar junto, saber as histórias, os bastidores, saber como como que as músicas foram compostas, dar uma geral em todos os álbuns na voz e no violão. A gente já tinha feito tanta coisa: números, pesquisas aéreas, fogo, tecido e imagem e a gente nunca tinha feito voz e violão”, explica.

O cantor afirma que a turnê tem trazido um resultado satisfatório: “Para nós está sendo uma delícia, porque a gente encontra muita coisa bacana no público, tem uma soma, agrega muito. E para o grupo também está sendo muito legal, a gente faria só uns 10 shows no primeiro semestre, acabou que viraram vinte, eu fui pra Portugal, estamos de volta aqui, e tem mais 18 pra fazer”, conta.

Para os amantes do grupo, que se questionam quanto às performances da trupe toda, Fernando afirma que há novidades para o próximo ano. ‘Lá para Maio, Junho, tem O Teatro Mágico com a trupe toda, com álbum novo, já temos 15 músicas novas, eu vou fazer mais umas 15 pra ver se seleciono umas 12”.

O show Voz e Violão foi apresentado na Praça Raul Leme, na última sexta-feira, 21 de julho, e para o artista a energia do público bragantino foi essencial. “Eu achei fantástica, o pessoal muito querido, respeitoso, carinhoso, cantando tudo. Todo mundo foi muito receptivo com a gente desde o primeiro momento. E a gente chegou aqui e estava cheio de gente pintada, famílias… não tem idade e isso é uma coisa muito bacana. A gente fica feliz da vida por esse reconhecimento, porque não é o amigo, a produção, o produtor… é gente cantando a tua música que vai fazer essa diferença”, finaliza.